Uma UBS para chamar de sua: Cidade Dutra fortalece vínculos com a comunidade

A UBS Cidade Dutra, na zona sul de São Paulo, tem população estimada em cerca de 18 mil pessoas. Segundo a Prefeitura de São Paulo, as equipes combinam atendimento na unidade, visitas domiciliares e ações comunitárias.

Inaugurada em julho de 2026, a unidade foi apresentada como a 483ª UBS da capital. Em publicação de 23 de outubro de 2026, a prefeitura informou que a cidade já contava com 485 unidades.

O serviço atende moradores da região da Capela do Socorro, com diferentes condições sociais e necessidades de saúde. Parte da população era vinculada às UBS Jardim República e Autódromo antes da abertura da unidade.

UBS Cidade Dutra

A reportagem da Secretaria Municipal da Saúde aborda a estrutura de atendimento, o acompanhamento de idosos e o trabalho das equipes no território. Entre as iniciativas citadas estão o cuidado multiprofissional e a aproximação com organizações comunitárias.

Estrutura e equipes da UBS Cidade Dutra

A unidade conta com 33 espaços, entre salas de atendimento, consultórios e auditório. O gestor e enfermeiro Ricardo Amaro Barbosa de Lima relaciona a infraestrutura ao acolhimento oferecido aos usuários.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, Lima coordena uma equipe com mais de 90 profissionais. A organização inclui cinco equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF), responsáveis pelo acompanhamento dos moradores.

Cada equipe de ESF é formada por um médico, um enfermeiro, dois técnicos de enfermagem e seis agentes comunitários de saúde (ACS). Essa composição reúne profissionais clínicos e agentes que atuam no contato direto com a população do território.

O atendimento também envolve uma equipe multiprofissional, com fisioterapeuta, educador físico, assistente social, psicólogo, psiquiatra, terapeuta ocupacional, nutricionista, farmacêuticos e fonoaudióloga. Esses profissionais participam de atividades dentro e fora da unidade, além das consultas realizadas nos consultórios.

Acompanhamento de idosos e pacientes

Entre os moradores que serão cadastrados, a estimativa da gestão é que 25% tenham mais de 60 anos, o equivalente a cerca de 4 mil pessoas. As equipes consideram esse público uma prioridade e realizam visitas domiciliares, busca ativa e acolhimento diário.



Avelino Domingos Alves, de 83 anos, e Everaldo Pedro Santos, de 63, são vizinhos há três décadas. Everaldo acompanha Avelino, que mora sozinho, tem hipertensão e perda auditiva, em consultas e exames; ele também recebe atendimento na UBS.

Ao comentar o acompanhamento dos dois, Everaldo elogiou o atendimento da médica de família Érika Emi Kumagai, que, segundo ele, avalia as condições de saúde e solicita exames. O relato associa a continuidade do cuidado às consultas e ao acompanhamento oferecidos pela profissional.

A aposentada Aguimélia Maria de Oliveira, de 63 anos, frequenta a unidade diariamente por causa de uma tuberculose ocular, infecção rara que afeta estruturas dos olhos. A enfermeira responsável técnica Vyvyany Tadeu Motta a acompanha no uso supervisionado dos medicamentos, e a paciente a descreve como atenciosa.

Agentes comunitários e ações no território

Os ACS fazem visitas domiciliares e ajudam a manter o vínculo entre a equipe e os moradores. O gestor Ricardo Amaro Barbosa de Lima contou que, no começo, temia que a população não aderisse ao trabalho da ESF; segundo ele, os agentes passaram a conhecer pelo nome pessoas e até animais de estimação do território.

Fernanda do Nascimento Dias, de 43 anos, e Lucas de Sousa Moura, de 22, são agentes da equipe 2 e percorrem ruas onde também moram. Lucas relatou que o trabalho o aproximou dos vizinhos, enquanto Fernanda observou que alguns moradores com plano de saúde procuravam a UBS para renovar receitas e passaram a participar dos grupos oferecidos.

As atividades em grupo incluem pelo menos cinco opções voltadas às crianças, com temas como introdução alimentar, desenvolvimento neuromotor, cognição, leitura e escrita, fala e brincadeiras. Para idosos, há dois grupos com foco em saúde mental e memória; a equipe também promove atividades sobre manejo da dor, reeducação física, caminhada, tai chi chuan, hipertensão e diabetes.

De acordo com Lima, profissionais da equipe multiprofissional participam semanalmente de um encontro de idosos em uma associação próxima, que reúne cerca de 300 participantes. Nutricionista, psicólogo e enfermeiro vão ao local para realizar atendimentos e explicar os serviços da unidade; a equipe também utiliza a quadra de esportes vizinha, cuja chave foi cedida para as atividades.



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