A garganta da Viúva Graça, em Seropédica, foi um dos obstáculos naturais encontrados durante a construção da Rodovia Presidente Dutra, a BR-116. O trecho rochoso exigiu soluções de engenharia para abrir passagem à rodovia.
Segundo o relato sobre a obra, a formação fica ao pé da Serra das Araras, no estado do Rio de Janeiro. A Dutra foi construída entre 1946 e 1951 para ligar as capitais fluminense e paulista.
Engenheiros e trabalhadores enfrentaram o paredão de granito durante as obras na garganta. A intervenção modificou a passagem entre as rochas, que permanece ao lado das pistas da rodovia.

A abertura desse trecho integrou as mudanças que encurtaram o trajeto entre Rio de Janeiro e São Paulo. O relato também descreve como a obra alterou o tempo de viagem e as condições do percurso.
As escavações na garganta da Viúva Graça
Para abrir passagem na garganta da Viúva Graça, a obra recorreu a equipamentos importados dos Estados Unidos, considerados inovadores para a época. O uso desse maquinário foi necessário para executar as escavações no paredão rochoso.
A intervenção rebaixou 14 metros do paredão de granito. Com isso, as pistas puderam passar pelo trecho, enquanto as formações de pedra permaneceram nas laterais da rodovia.
Na geografia e na engenharia, “garganta” descreve um desfiladeiro ou corte estreito entre montanhas. No local, o nome se relaciona à passagem das vias entre duas laterais rochosas.
Como a construção da Dutra mudou o trajeto Rio-São Paulo
De acordo com o relato da obra, o traçado da nova rodovia encurtou em cerca de 111 quilômetros a distância entre as capitais fluminense e paulista, em comparação com a antiga estrada, inaugurada em 1928. A mudança integrou os trechos construídos para superar obstáculos naturais, entre eles a formação rochosa de Seropédica.
O tempo de viagem entre Rio de Janeiro e São Paulo caiu de 12 horas para seis horas, tomando como referência o percurso em 1948 e as alterações feitas na rodovia. A obra também possibilitou aclives e declives menos acentuados e curvas mais suaves.
O relato informa que a Rodovia Presidente Dutra tem 402 quilômetros de extensão e 75 anos de existência, além de responder pelo transporte de 50% do Produto Interno Bruto brasileiro. No estado de São Paulo, o eixo atravessa 20 cidades, onde vivem mais de 15 milhões de pessoas, e favorece o turismo religioso em direção a Aparecida.
Trechos da rodovia estão sob concessão de diferentes empresas, com regulação e fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Segundo o dado citado na reportagem, em 2021 cerca de 87 milhões de veículos circularam pelo trajeto ao longo do ano.


