A nova ponte da Ligação Graúna–Gaivotas, na Zona Sul de São Paulo, deve receber os primeiros carros em fevereiro de 2028, segundo a prefeitura. A estrutura faz parte de um conjunto de intervenções viárias na região.
O projeto prevê uma travessia sobre o Braço do Cocaia, na Represa Billings, e obras nos lados Graúna e Gaivotas. A ligação completa terá 6 quilômetros de extensão.
De acordo com estimativa da prefeitura, mais de 1 milhão de pessoas devem ser beneficiadas. As informações sobre o empreendimento foram divulgadas em 19 de outubro de 2026.

A proposta inclui mudanças para deslocamentos de veículos, ciclistas e pedestres na região. Entre os aspectos previstos estão a integração com o transporte público e a redução do tempo de viagem.
Prazo da ponte e andamento das obras na Represa Billings
Segundo a prefeitura, a Ligação Graúna–Gaivotas tem investimento de R$ 347,5 milhões. A conclusão de todas as intervenções viárias está prevista para novembro de 2028.
As obras avançam simultaneamente nos lados Graúna e Gaivotas e no trecho náutico da Represa Billings. Na nova ponte, estão em andamento serviços de fundação, construção de blocos e execução de estruturas.
A fabricação das camisas metálicas usadas nas fundações foi concluída, e uma estrutura de apoio náutico está mobilizada para as frentes de trabalho sobre a represa. Também estão em operação o pátio industrial e a estrutura de apoio à montagem das vigas.
Estrutura da ligação e impacto previsto nos deslocamentos
A travessia sobre a Represa Billings terá 960 metros, com duas faixas de tráfego em cada sentido. O projeto prevê ciclovia, calçadas acessíveis e iluminação pública.
A ciclovia está prevista ao longo de toda a ligação Graúna–Gaivotas, que também terá passeios mais amplos e travessias seguras. O conjunto inclui paisagismo, arborização, melhorias de drenagem, pavimentação nova e organização dos acessos locais.
Segundo a prefeitura, a conexão facilitará o acesso ao Terminal Grajaú e à Linha 9–Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O projeto também prevê integração com corredores e faixas exclusivas de ônibus da região.
A estimativa municipal é de que o percurso entre a Rua Mâncio Lima e a Avenida Presidente João Goulart passe de cerca de uma hora para aproximadamente 20 minutos. A redução pode chegar a 64% no tempo de viagem entre esses pontos.


